sábado, 3 de janeiro de 2015

Apenas Esquecer - por Maria Martins

      O choque era demasiado grande! O Bill estava a trair-me, eu sentia já um pouco da traição dele beber quando ele queria beber sangue humano, não o meu para não me esgotar (quando era grande a sua vontade de beber sangue humano), mas de uma forma que uma mulher sabe que é impossível perdoar, apesar de se amar essa pessoa, pelo menos eu sou assim.

      Claro que Eric sabia o que se estava a passar, ele sabia de tudo, por isso ele disse-me onde Bill estaria, e o que estaria a fazer, e com quem. Eu não sabia quem era a vampira com quem Bill supostamente me estava a trair - segundo ele me disse antes de se ir embora, seria um trabalho -  nem queria saber, porque a raiva e o ódio eram tão grandes, assim como a decepção e o desgosto, não sei o que me doía mais: se a traição de Bill ou, no fundo saber que mais tarde ou mais cedo isso iria acontecer.

      Não consegui dizer nada, só conseguia ficar a olhar e a sentir o meu coração ser arrancado. Pela primeira vez na minha vida, eu confiava em alguém para amar, alguém a quem entregar o meu coração sabendo que nunca lhe iria ler o pensamento, nunca iria saber o que essa pessoa iria pensar sobre mim e sobre a minha “deficiência”. Bill, pela primeira vez tinha conseguido chegar onde mais ninguém tinha chegado: ao meu coração.

      Mas a sua traição explícita, não  era com essa vampira, mas com uma humana como eu, o que ainda dói mais.

      Só me resta uma saída: sair do “Clube de Sangue”, voltar para Bon Temps, esquecer-me de Bill, Eric, e tudo o que esteja relacionado com vampiros. Talvez me volte para outra criatura sobrenatural: Sam. Ele sim, esteve comigo nos bons e maus momentos, sem pedir, nem exigir nada. Nunca tive que lhe fazer favor nenhum (pelo menos, que me pusessem a vida em perigo), e sempre foi muito paciente comigo, não querendo saber se eu conseguia ler ou não os pensamentos das outras pessoas, já que a dele também nunca consegui (bom sinal!).

      Assim sendo, no momento em que estou a sair do clube, Bill viu-me, correu atrás de mim, chamou-me, mas não me conseguiu apanhar. Não olhei para trás, não queria saber dele, só queria voltar para a minha casa, e esquecer…esquecer tudo o que tinha visto naquela noite…esquecer Bill… esquecer Eric (no fundo o culpado de ter descoberto a traição de Bill) … esquecer que existiam vampiros… apenas esquecer…

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Autora: Maria Martins
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  • Um comentário:

    Elaine Lobato disse...

    muito legal mas eu não gosto de comentar as coisa mas as historias são legais
    kkkkkk