sábado, 1 de dezembro de 2012

UMA NOITE COM UM VAMPIRO



Cara! você é quadradão mesmo. 

Além de não conseguir nenhuma garota nesta espelunca eu ainda tinha que aturar os bêbados que tiravam sarro do meu terno. 

Fiquei empurrando o bêbado para ele se tocar que eu não queria papo. 
Minha esposa era muito brava se eu chegasse em casa com cheiro de bebida eu iria apanhar durante toda a madrugada. 

- Tá bom cara! Não precisa empurrar. He he... Pelo jeito você não tem sorte com as garotas daqui né? Não esquenta. Você está vendo aquelas ali? As 3 garotas estão sozinhas. Aqueles corações cheio de luxúria só para nós? 

- Eu já estava saindo. Dizia bem bravo pro bêbado sair da minha frente. Ele levantou as mãos e me deixou sair daquele bar. 

Estava voltando para casa no meu carro e pensando nos foras que tomei toda a noite, esperava não apanhar quando chegasse em casa quando de repente ouvi uma buzina. 
Eram as garotas. As 3 estavam no carro bem ao lado do meu na estrada. Acelerei um pouco mas, elas mantinham a velocidade do meu carro. Estavam jogando beijos e queriam que eu encostasse. Parece que minha sorte tinha mudado. 
Paramos os carros na beira da estrada e elas vieram em minha direção. Cheias de luxúria, mau podia acreditar. Quando senti as pontas das facas encostar em meu peito e um cano de revolver no meu queixo. 

- Seu carro é bom demais para ficar nas suas mãos seu nerdizinho estúpido. 

Levaram meu carro. Mas que Droga! Eu sentei na calçada com as mãos na cabeça. O que eu ia fazer? Minha mulher vai mesmo me matar. Como sou otário. 

Senti um vento frio ao meu redor e uma mão no meu ombro. Olhei rapidamente e vi... Era aquele bêbado que também havia me seguido e estava rindo muito. 

- Relaxa cara! Parece que as garotas gostaram mais do seu carro do que do seu terno. Não fica assim não. Eu dei um susto nelas. Vamos lá! O seu carro está bem perto. 

O que eu tinha a perder? Fiquei andando com ele por um tempo e por milagre meu carro estava mesmo encostado com as portas abertas. 

Corri desesperado pensando que elas o haviam abandonado mas, a realidade era bem pior. 
As 3 garotas, mortas dentro do carro. Muito sangue. Eu vomitei por um bom tempo. O bêbado colocou a mão em meu ombro e eu me afastei. 

- Ah. Cara! Pô recuperei seu carro. Tá tudo certinho. 
- Certinho? Você matou elas? Você matou todas? 

- Você é mau agradecido mesmo heim? Tá bom! Ok! Tô indo cara! Valeu! 

Ele sumiu pelos matos que estavam na beira da estrada. Agora eu tava ferrado mesmo. Nada poderia ser pior. 
Escuto então um barulho de sirene. 

- Levanta as mãos!! No chão! Deitaaaa!!! 

- Eu estava preso. O meu companheiro de cela era bem legal. Bateu minha cabeça só duas vezes nas grades. Acho que só quebrei o nariz. 
Suspeito de Homicídio! Foi o que o delegado me disse. 3 mulheres mortas, perfurações no pescoço. 
Falaram que eu estava brincando de vampiro. Eu disse que era o bêbado mas, nem me deram bola. 

O meu conpanheiro de quarto levantou. Acho que ele quer a janta. Pelos olhos dele parece que eu era o prato da noite. 

- Já falei para não olhar para mim. Quando ele ia me dar um soco seus olhos ficaram arregalados olhando para a janela. 
Era o vampiro. 
- Cara você tá mesmo encrencado, sorte sua que eu estava passando. Eu posso ajudar. Você só precisa me convidar para entrar ai e acertar a fuça dessa babaca que tá te enchendo. 
- Não! Você me colocou nesta encrenca. Você é um vampiro. Guardaaaa! Guardaaaa! O vampiro tá aqui! Vem vê! 
Irritado o companheiro de cela fica tentanto me acertar mas eu consigo amortecer o soco com o travesseiro. 
- Você não acredita que os meninos vão ouvir você né? Ainda mais com seu amigo de quarto. Quanto tempo vai levar pra ele furar o travesseiro e acertar a sua cara? 
- Puff!Tá bom! Puff! Pode entrar! 
Quando olhei para a janela ele já não estava mais lá. Em seguida, escutei um barulho como se alguém tivesse quebrado um graveto e um estrondo como se tivesse caido um armário. 
meu companheiro de cela estava morto. O vampiro segurava o corpo caido e tomava o sangue diretamente do pescoço da vítima. Aquele cheiro de sangue fez com que eu vomitasse novamente. 
- Tava bom demais. Vamos sair daqui. Ah... Meu nome é Isac o seu é... 
- B. B. Beto. 
- Ok B.B.Beto. Vamos sair sem barulho ok? Fique atrás de mim. 
Ele arrancou a porta da cela e segurando com as duas mãos andou em direção a saida. Os policiais atiravam mas a porta era de aço. Pressionou, com a porta, os policiais na parede e gritou para que eu saisse correndo sem olhar para trás. 
- Saí correndo. Só pensava em casa, mas eu sabia que a noite não havia acabado e tinha que pensar em uma boa desculpa para não apanhar ainda mais... Eu não resisti a fadiga e tudo ficou escuro. 

Acordei. Estava sentado na minha poltrona olhei para o redor da minha sala e não havia sinal de ninguem. 
- Maria! 
- Pelo barulho que saía da cozinha, ela estava nervosa. Talvez, ela estivesse procurando o moedor de macarrão. O cheiro de vômito e bebida eram motivos suficiente para ela cuncluir que eu tinha passado a noite na farra. Quando eu ouvi aquela voz que me gelou. 
- Iuhuuuu! B.B.Betooo? 
- Isac? O que você está fazendo aqui? Eu não convidei você pra entrar? 
- Eu sei que não, mas eu segui o bom senso e pensei. Meu amigo B.B.Beto vai ficar encrencado com a sua esposa. Então vou ajudá-lo e assim ele vai me perdoar por causa desta noite horrorosa. 
A geladeira abriu e o braço da minha esposa apareceu. 
- Ups..!! 
- Maria?! Essa não! 
- Essa geladeira não Fecha B.B. Que porcaria de geladeira! 
- Você matou ela? Mas que droga! Será que você não fica um minuto sem matar alguém? 
- Olha ai você de novo. Ela quase me matou sabia? Ficou falando que eu era seu amigo e que levava você para o mau caminho, então ela pegou o moedor de macarrão e ficou me batendo e você sabe que isso dói. Então eu dei um sopapo nela e pronto. 
- Droga! Droga! Sai da minha casa Sai! Sai! 
- Tá bom pára de empurrar. Você quer um conselho? É melhor vir comigo. A policia não vai gostar dessa geladeira tanto quanto eu, além disso, daqui a pouco é dia e isso não vai fazer bem para você. 

- Perai! Como é que é? 
- Bem é que... Achei que você era frágil para continuar essa vidinha moribunda que você estava levando então eu... 
- Pode parar! Não fala nada! Cadê o espelho? Cadê? 
- Oh não! Cadê meu... Reflexo? 

- Sabia que você iria gostar. Nem precisa agradecer. Você ficou até mais posudo todo branquelo de terno e tal. 

- Sai da minha frente. 
- Não fica assim não. Olha eu conheço uma casa noturna dá hora. Lá tem um monte de garota legal. 
- Eu vou sozinho. 
- Hei hei B.B. Não vai me deixar entrar no carro? Perai pô? Cara mau agradecido. 

2 comentários:

Ana Zuky disse...

Confesso...Ri muito deste conto.
Você é muito bom na escrita.Espero que tenha continuação para dar mais umas gargalhadas.

Adorei mesmo...

Venha me visitar...

Beijokas e Mordidas Ana Zuky

Historia de vampiros disse...

kkk... ^^ obrigando, claro já estou trabalhando em uma continuação... adorei sua visita volte sempre... bjs...