sábado, 21 de julho de 2012

Lilith – A primeira mulher de Adão?


                                       Lilith

Lilith é uma figura do folclore hebraico, assírio e babilônico originária de um espírito demoníaco que foi associado à noite. Foi retratada como uma linda jovem com pés de coruja e conhecida como “a rainha da noite”. Seria esta figura a primeira mulher de Adão?


Essa história me chamou a atenção quando uma mulher que trabalha comigo, e estudou em colégio de freiras, disse que mexeu em um livro proibido que trazia a história de Lilith.

Lilith é uma figura do folclore hebraico, assírio e babilônico originária de um espírito demoníaco que foi associado à noite. Foi retratada como uma linda jovem com pés de coruja e conhecida como “a rainha da noite”. Existem várias lendas a respeito dessa figura como demônio: ela surpreende os homens durante o sono e os envolve com sua fúria sexual; é mãe dos abortos; uma das rainhas dos vampiros juntamente com Nahema dente outras.
Esse demônio aparece em diversos textos como por exemplo a Torah assírio-babilônica, o Zohar e o Talmude (o livro dos Hebreus).
Mas a versão que mais me chamou a atenção é a de que LILITH FOI A PRIMEIRA MULHER DE ADÃO. Sim, antes mesmo de Eva. Sabemos que as versões do Gênesis para a criação do mundo e principalmente na criação da mulher, são ricas em contradições e enigmas.
Em uma versão para o Gênesis, da tradição religiosa hebraica, que foi enriquecida por testemunhos orais de rabinos conta que Lilith foi criada a partir de pó negro e excrementos, condenada por Deus a ser inferior e submissa ao homem. Após consumir a união carnal com Lilith, Adão apaixonou-se e acabou distanciando-se da divindade.
Lilith reivindicava igualdade de agir , de escolher e decidir. Queria os mesmos direitos do homem visto que “eram feitos de pó, portanto sou tua igual”. Quando faziam sexo, ficava inconformada de ter que suportar o peso do corpo de Adão, de ter que ficar por baixo e indagava: “Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Porque ser dominada por ti?”. Porém Adão se recusava a inverter as posições, certo de que havia uma ordem a ser seguida.
Vendo que não teria seus apelos atendidos, Lilith se rebelou, acusou Adão; blasfemou e foi embora rumo ao Mar Vermelho. Lá é onde habitam os demônios, segundo a tradição hebraica, um lugar maldito. Desde então, tornou-se noiva de Samael, o senhor das forças do mal.

Sentindo-se abandonado, Adão adormece. Quando acorda a procura e não encontra: “Em meu leito, pela noite, procurei o amor da minha alma. Procurei e não encontrei.” (Cântico 3:1). Adão queixou-se a Deus sobre a fuga de Lilith e, para compensar sua tristeza, Deus resolveu criar Eva, exatamente como as exigências da sociedade patriarcal.
Segundo pesquisas esse trecho foi tirado da bíblia na época da inquisição, talvez para que ninguém identificasse uma bruxa como sendo “sagrada”; ou durante a transposição da verão jeovística para a sacerdotal.
Porém, (talvez por uma falha da igreja) Lilith é citada uma única vez na Bíblia, em Isaías 34:14: “Aí vão se encontrar o gato do mato e a hiena, o cabrito selvagem chamará seus companheiros; aí Lilit vai descansar, encontrando um lugar de repouso” (Bíblia Sagrada – Edição Pastoral).
Em uma outra Bíblia que eu tenho em casa, nesse mesmo capítulo e versículo a palavra Lilit é trocada por “demônio caprino” (Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas).
Existem diversos relatos, textos, lendas e mitos em torno de Lilith. É claro que eu não achei essa história em livros proibidos, pois não tenho acesso a eles e nem a colégio de freiras, mas que é intrigante, isso é!

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